No Brasil, as mulheres apesar de serem a maioria do eleitorado, continuam sendo o principal alvo das campanhas de desinformação. A misoginia é o motor: candidatas são atacadas por sua aparência, moralidade ou vida familiar em vez de suas propostas, e eleitoras são alvo de narrativas feitas para gerar medo, desconfiança e a sensação de que a política não é para elas.
Não é acidente. É uma estratégia que usa o ódio às mulheres como arma para silenciá-las, empurrá-las para fora do debate público e reforçar a ideia de que liderança política não é lugar de mulher.
Elas Decidem é uma campanha da Toda Cidadã, em parceria com a CIVICUS World Alliance, para enfrentar isso de frente: fortalecer a alfabetização digital das mulheres e devolver a elas o papel de protagonistas do processo democrático.
O problema
A confiança na democracia e no próprio processo eleitoral vem sendo corroída e a desinformação está na raiz disso. Entre as mulheres, o efeito é mais profundo: elas estão entre as mais expostas a ataques de gênero disfarçados de informação, muitas vezes com menos acesso às ferramentas para identificá-los.
Nas eleições de 2026, essa dinâmica se intensifica com deepfakes, discurso de ódio e violência política de gênero facilitada por tecnologia. O resultado é sempre o mesmo: menos mulheres se sentindo parte da política, menos mulheres eleitas, menos representação.
A desinformação de gênero não é excludente. Desestimula a participação, apaga campanhas e reforça a ideia de que mulher não pertence à liderança política.
O que estamos fazendo
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Mapeamos as narrativas de desinformação eleitoral mais prevalentes em circulação, com atenção especial às estratégias que têm mulheres como alvo. A pesquisa é produzida em parceria com a Politize!, com dados de mensageria da Alafia Lab, e resulta em um relatório público que alimenta tudo o que produzimos.
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Educação cívica não pode depender de tempo livre ou de dinheiro para cursos. A Maria Valente é um chatbot gratuito no WhatsApp que responde, de forma rápida e confiável, às dúvidas de quem quer entender melhor seu papel como cidadã.
No dia 28 de agosto, a Maria Valente ganha um novo módulo eleitoral, dedicado a ajudar as mulheres a reconhecer as formas mais comuns de violência e desinformação de gênero no período de eleições, como o discurso de ódio, as deepfakes e o doxxing.
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Uma manipulação percebida perde a força. No Instagram da Toda Cidadã, estamos publicamos contranarrativas acessíveis e baseadas em evidências para que cada mulher saiba identificar um ataque de gênero disfarçado de informação.
Queremos que as mulheeres cheguem às urnas decidindo por si mesma, não pelo que tentaram fazer ela acreditar.