No Brasil, as mulheres apesar de serem a maioria do eleitorado, continuam sendo o principal alvo das campanhas de desinformação. A misoginia é o motor: candidatas são atacadas por sua aparência, moralidade ou vida familiar em vez de suas propostas, e eleitoras são alvo de narrativas feitas para gerar medo, desconfiança e a sensação de que a política não é para elas.

Não é acidente. É uma estratégia que usa o ódio às mulheres como arma para silenciá-las, empurrá-las para fora do debate público e reforçar a ideia de que liderança política não é lugar de mulher.

Elas Decidem é uma campanha da Toda Cidadã, em parceria com a CIVICUS World Alliance, para enfrentar isso de frente: fortalecer a alfabetização digital das mulheres e devolver a elas o papel de protagonistas do processo democrático.


O problema

A confiança na democracia e no próprio processo eleitoral vem sendo corroída e a desinformação está na raiz disso. Entre as mulheres, o efeito é mais profundo: elas estão entre as mais expostas a ataques de gênero disfarçados de informação, muitas vezes com menos acesso às ferramentas para identificá-los.

Nas eleições de 2026, essa dinâmica se intensifica com deepfakes, discurso de ódio e violência política de gênero facilitada por tecnologia. O resultado é sempre o mesmo: menos mulheres se sentindo parte da política, menos mulheres eleitas, menos representação.

A desinformação de gênero não é excludente. Desestimula a participação, apaga campanhas e reforça a ideia de que mulher não pertence à liderança política.

O que estamos fazendo